Home Forum About Us Proverbs Quotations Bookstore Games Proverbium Paremia line News line Contact
 



 

Sunday, 18 May 2008


Much ado about nothing.

Click here to see/listen to the equivalent proverb in:
rss 2.0
Subscribe
Unsubscribe
Send the proverb of the day to a friend
Daily Quote :
Inaction breeds doubt and fear. Action breeds confidence and courage. If you want to conquer fear, do not sit home and think about it. Go out and get busy.
--Get Details
( Carnegie, Dale | Fear )
A Dictionary of English and Romance Languages Equivalent Proverbs

European Proverbs in 55 Languages with Equivalents in Arabic, Persian, Sanskrit, Chinese and Japanese



You can find our
CD-Roms at

ebay

De Proverbio - Electronic Journal of International Proverb Studies. Proverbs, Quotations, Sayings, Wellerisms.
Catalogue>>

CAPÍTULO II

O SIGNIFICADO E O ALCANCE DO CONCEITO DE MATHAL

"Allah não se envergonha de falar por meio de
 mathal, mesmo que se trate de um mosquito"
(Alcorão 02, 026)

 

II.1 Em torno da definição de mathal

Para os ocidentais - com seu sistema língua/pensamento logos, mais propenso a um pensamento discreto e analítico ([1]) - não é tarefa fácil obter uma definição ([2]) de "provérbio": "Archer Taylor diz que a definição de provérbio é complicada demais para valer a pena. Diz também que todo mundo sabe o que é um provérbio, de modo que não há necessidade de defini-lo", assim começa um recentíssimo estudo sobre o tema ([3]).

Já para o pensamento confundente árabe, o problema da definição e da caracterização específica do provérbio ([4]), nem sequer se apresenta: o árabe condensa numa única raiz trilítere, M-Th-L ([5]), diversos significados ([6]).

Assim, em torno de mathal, encontramos: provérbio, parábola, comparação, metáfora, exemplo, ditado, adágio, semelhança, analogia, equivalência, símile, apólogo, modelo, imagem, ideal, escultura, escarmento, tipo, lição, representação diplomática, interpretação teatral ou cinematográfica, etc.

Mathal - palavra comum às línguas semitas - é, assim, empregada indistinta e comumente para diversos gêneros e figuras de linguagem, no centro dos quais estão os nossos provérbios e parábolas.

II.2 O uso da palavra mathal na Bíblia ([7])

Para uma aproximação concreta da riqueza de conteúdo desse conceito, comecemos exemplificando com um contexto familiar, o da Bíblia. Nela, o uso de mathal (ou seu equivalente hebraico mashal, da raiz M-Sh-L) é empregado em situações, para o leitor ocidental, muito variadas. Assim, numa edição árabe da Bíblia ([8]), encontraremos, com toda a naturalidade, a seguinte gama de significados (entre outros) em torno de mathal:

a) Provérbio. É o sentido mais usual (já o "Livro dos Provérbios" é "Kitab al-Amthal"). E, entre tantos outros encontraremos, por exemplo, em I Sam 24,14: "Como diz o antigo provérbio (mathal): `Dos ímpios procede a impiedade...'".

b) Sátira, objeto de escárnio. Como no caso de Jó que, em extrema desgraça, derrama-se em lamentações e diz: "Tornei-me objeto de sátira entre o povo (mathalan al-shu'ubi), alguém sobre o qual se cospe no rosto" (Jó 17,6). Naturalmente, não nos seria imediatamente compreensível uma tradução como a da edição em castelhano da BJE: "Me he hecho yo proverbio (!?) de las gentes, alguien a quien escupen en la cara". A mesma expressão (mathal al-shu'ubi), no mesmo sentido, aparece também, por exemplo em Deu 28, 37 etc.

c) Escarmento, exemplo de castigo. Assim, em Ezequiel (14,8), Iahweh, irado com a infidelidade, lança a ameaça contra o idólatra: será extirpado do meio do povo e dar-lhe-á castigo exemplar. Embora preserve o sabor semita do original, do ponto de vista da linguagem comum é um tanto descabida, para nós, uma tradução como a da BJE: "Porei o meu rosto contra esse homem, farei dele um sinal e um provérbio (!?)...". Já o árabe ayatan wa mathalan é perfeitamente adequado (ayat significa sinal).

d) exemplo, ideal a ser seguido. Como em Jo 13,15: "Dou-vos o exemplo (A'tikum mathalan...) para que, como eu o fiz, também vós o façais)".

e) Parábola. Como em Mt 21, 33: "Escutai outra parábola (Isma'u mathalan akhra...) . Havia um proprietário que plantou uma vinha etc. etc.".

f) Comparação. Usa-se mathal, mesmo que não haja estrutura narrativa (própria da parábola). Assim, em Mt 13, 31 e ss., após as parábolas que narram o destino das sementes do semeador e a história do joio e do trigo, Cristo propõe "outro mathal", que é mera comparação (sem enredo narrativo): o reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda, que é a menor de todas as sementes... Como também o imediatamente seguinte (também introduzido por "Qal lahum mathalan akhr:...": o reino dos céus é semelhante ao fermento que atua sobre a massa...

Nessa mesma linha, está o mathal (Mt 24, 32) dos sinais, indícios: "Aprendei da figueira esta parábola (!?) (mathal) quando o seu ramo se torna tenro e as suas folhas começam a brotar, sabeis que o verão está próximo (da mesma forma, será a vinda do Filho do Homem etc.)".

g) Fala velada, enigmática, obscura. Em João 16,25, Cristo declara aos discípulos: "Disse-vos essas coisas por (bi) amthal... já não vos falarei bi amthal, mas claramente vos falarei do Pai". E, em Jo 16,29, os discípulos respondem: "Eis que agora falas claramente ('alanyatan) e sem mathal algum".

II.3 A raiz M-Th-L no Alcorão

Também no Alcorão, as palavras em torno do radical m-th-l são muito freqüentes: aparecem cerca de 150 vezes em 135 ayat.

Embora percorram praticamente o mesmo amplo espectro de sentidos do hebraico m-sh-l, para surpresa nossa, encontramos, praticamente, apenas um caso em que a tradução devesse ser claramente "provérbio".

Trata-se da passagem (36, 078) em que o homem - "porfiador declarado" (36, 077) - vale-se de uma formulação proverbial (mathalan) para desafiar o poder ressuscitador de Deus:

(#38) Quem dará vida aos ossos estando podres?

Naturalmente, há no Alcorão inúmeros provérbios ([9]) como, por exemplo (07, 176):

(#38a) "O cão que ofega tanto se o atacas como se o deixas em paz".

É o caso também de expressões como:

(#38b) "Casa de aranha" (29, 041);

(#38c) "Gado de um só grito" (02, 171);

(#38d) "Asno que carrega livros" (62, 005) etc.

Seja como for, a idéia de comparação está sempre presente.

Somente para efeitos de registro, a forma básica isolada mithl aparece em vinte e cinco versículos ([10]), sempre no sentido de "semelhante", "como". Há cinco ocorrências da forma bi-mithl ([11]), todas também no sentido de "no mesmo", "na medida" "da mesma maneira".

Nas formas unidas a pronome, temos mithlkum e mithlna ([12]), mithlhu e mithlha ([13]) e mithlhuna ([14]).

Dão-se também os plurais amthalkum ([15]); amthalha ([16]) e amthalhum ([17]).

Encontramos ainda algumas outras formas ([18]).

mathal (ou seu plural: amthal), em forma simples ou conjugada, adquire os significados tradicionais de comparação, símile, parábola, exemplo (nos sentidos de ideal positivo ou de castigo exemplar) etc.

Antes de apresentar a listagem das incidências de mathal/amthal (Apêndice 1), destaquemos alguns pontos do Alcorão, particularmente importantes para este trabalho:

1) O discurso em mathal como forma árabe. O Alcorão, repetidas vezes, declara expor aos homens (que nem sempre sabem corresponder) kulli mathalin, todo tipo de amthal ([19]). E em 39, 027-028 liga expressamente esta postura ao fato de ser um Qur`an árabe: "Neste Qur`an, expusemos aos homens kulli mathalin. Talvez, assim, deixem-se admoestar. É um Qur`an árabe...".

2) O mathal enquanto sinal de Deus, a ser decifrado pelo "crente", por "aquele que pensa", "que ouve", "que vê"... (para usar apenas algumas das expressões do Alcorão).

II.4  O mathal como revelação/velação ([20])

O mathal como revelação/velação, requer considerações mais detidas.

Allah propõe amthal ([21]) aos homens (24, 035; 14, 025 etc.). E já o começo da sura Al-baqarah anuncia um texto fundamental (02, 026):

"Allah não se envergonha de falar figuradamente (por amthal), mesmo que se trate de um mosquito. Os que crêem sabem que é a verdade que vem de seu Senhor. Já os que não crêem, dizem: `Que é o que Allah está propondo figuradamente (por amthal)?'. Assim, Ele extravia a muitos e também encaminha a muitos. Mas não extravia senão aos perversos".

O mesmo mathal serve para esclarecer os fiéis ([22]) e para obscurecer e confundir os que insistem em ficar fora do caminho!! ([23]).

Este último caso é, para os padrões ocidentais, intrigante. Pois o uso do mathal - enquanto comparação, parábola ou provérbio - não é precisamente para ensinar, esclarecer, elucidar? E o próprio Evangelho - Mt 13,34-35 - não diz (recordando o salmo): "E sem parábolas (biduni mathalin) nada lhes falava, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: `Abrirei a boca em parábolas (bi amthalin); proclamarei coisas ocultas desde a fundação do mundo'"?

Mas, curiosa e misteriosamente, na tradição oriental, os amthal têm não só a função (evidente) de revelar, de tornar manifesto algo, mas também, por vezes, a de ocultar, de velar algo, função esta que não é tão imediatamente evidente. Uma tal contradição aparente se manifesta em duas surpreendentes metáteses de M-Th-L: Th-L-M, "fazer uma abertura" e L-Th-M, "velar, encobrir" ([24]).

Trata-se, assim, de compreender como e porque os amthal escondem e manifestam o sentido do mundo. Para tanto, voltemos a considerar os amthal de Cristo: a velação/revelação nos amthal de Cristo ([25]).

O emprego de metáforas, parábolas e provérbios confere extraordinário vigor à pregação de Cristo. Não só seus ouvintes, mas também nós, ainda hoje, nos maravilhamos com a força expressiva de seu discurso, repleto de imagens da natureza e da vida do povo.

Pensemos no encanto da parábola da mulher que encontra a moeda perdida; na emoção com que está narrada a história do filho pródigo, ou a do bom samaritano; na força convincente dos provérbios evangélicos ("Não se colhem uvas do espinheiro" ou "Um cego não pode guiar outro cego" etc...); no lirismo com que são evocadas as aves do céu; na límpida simplicidade das cenas com que descreve o quotidiano de seu povo - os cuidados do campo, os afazeres da pesca, o remendo do vestido velho, a armazenagem do vinho etc.

Mas o sentido dos amthal de Cristo não se mede pelo seu atrativo poético, nem sequer pela sua eficácia pedagógica: a parábola do semeador, por exemplo, não foi compreendida sequer pelos apóstolos, aos que Cristo faz uma enigmática declaração: "Por isto, Eu falo em parábolas: porque eles, olhando, não vêem, e ouvindo, não compreendem!", cumprindo assim a profecia de Isaías: "Ouvireis e não compreendereis. Para que não se convertam e não sejam perdoados".

A forma externa simples da parábola (a genial descrição da natureza e de processos psicológicos) pode distrair o leitor de uma outra "leitura", mais profunda. Mas é precisamente este outro nível, o da manifestação de Deus, o que Lhe interessa, do mesmo modo que Cristo não cura doentes para obter resultados médicos. E quando o ouvinte não capta a realidade de Deus e de Sua obra, a parábola é inócua para ele. Tal captação depende, em última instância, das disposições interiores: para aquele que não quer crer, a parábola, precisamente por sua forma literária, obstrui o caminho da compreensão do sentido espiritual; já para os corações simples e bem dispostos, os amthal são revelação ("A vós foi dado conhecer o mistério do Reino de Deus"). No próprio Jesus que, como Verbo Encarnado, é Ele mesmo, um mathal, muitos não viam senão um mero homem, o "filho do carpinteiro".

Quando Tomás de Aquino discute a conveniência de que Deus se revele por amthal (similitudines) na Sagrada Escritura ([26]), após lembrar que o ensino por comparações sensíveis é o mais adequado à natureza do homem (espírito intrinsecamente unido à matéria), enfrenta a objeção de que os amthal ocultam a verdade (Sed per huiusmodi similitudines veritas occultatur). E responde: "O raio da divina revelação não se extingue por ser comparado ao sensível em que se envolve (circumvelatur), mas permanece em sua verdade: cabendo às mentes que são destinatárias da revelação ascender a seu sentido superior..." ([27]).

E conclui destacando um importante ponto da Pedagogia do mathal: ele lembra que o lado sombrio do claro-escuro dos amthal (ocultatio figurarum) é útil para exercitar o engenho dos que a elas se aplicam e para subtrair seus ensinamentos à burla dos que não querem crer...

II.5  Os diversos níveis de leitura do mundo como mathal ([28])

Não só as Escrituras, o próprio mundo é também uma parábola que admite diversos níveis de leitura. Afinal, diz Tomás de Aquino, Deus cria por Seu Logos ([29]), Verbum, Sua Palavra, Seu Pensamento e "assim como a palavra audível manifesta a palavra interior do pensamento, assim também a criatura manifesta a concepção do Pensamento divino... As criaturas são como palavras que manifestam o Verbo de Deus" (I d.27, 2.2 ad 3).

Deus - que "dispôs tudo com medida, número e peso" (Sab 11, 20) - fez deste mundo um grande mathal para o homem. Pois Deus se comunica através de ayat ([30]), sinais ([31]). Sinais são não só prodígios portentosos, mas também as coisas corriqueiras do mundo ([32]) e o próprio mundo como um todo é um sinal.

Note-se, nesse sentido, que do radical árabe '-L-M derivam as palavras árabes para "mundo" e "sinal", "marco". E não por acaso, Jean-Paul Sartre identifica seu ateísmo com a sentença: "Não há sinais no mundo" ([33]).

E o Alcorão não se cansa de repetir: "...nisto, certamente, Allah estabeleceu sinais para quem está disposto a refletir". Nisto: "Na criação dos céus e da terra e na sucessão da noite e do dia" (03, 190). "Ao fazer as estrelas para que possais dirigir-vos por elas entre as trevas da terra e do mar" (03, 097). "Ao fazer descer água dos céus, e que as árvores frutifiquem e dêem cachos ao alcance da mão" (03, 099). "Foi Ele quem fez do sol, claridade e da lua, luz. Quem determinou as fases da lua para que saibais o número de anos e o cômputo. Allah não criou isto senão com um fim. Ele explica os sinais aos que sabem" (10, 005). Etc., etc., etc.

Assim, Allah que é sutil, Latyf (Alcorão 33, 034), fala por sinais, parábolas e metáforas: "Ele fez descer do céu a água, que desliza pelos vales, segundo sua capacidade. A torrente arrasta uma espuma flutuante, semelhante à escória que se dá na fundição para fabricar jóias ou utensílios. Assim fala Allah em mathal da Verdade e do falso: a espuma se perde e fica na terra o que é útil para os homens. Desse modo, Allah propõe os amthal" (13, 017).

Como vimos, o Alcorão afirma que, até através de um mosquito, Deus fala ao homem por amthal; já o Velho Testamento remete à formiga: "Vai, preguiçoso, vai ter com a formiga, observa o seu proceder, e torna-te sábio" (Prov 6, 6).

E Cristo convida a aprender a sabedoria de Deus, olhando os lírios do campo, as aves do céu e o mundo em geral: "Aprendei da figueira o mathal..." (Mc 13, 28).

E o Apóstolo diz: "Na lei de Moisés está escrito: `Não atarás a boca ao boi que debulha'. Mas, acaso Deus se ocupa de bois? Não é, na realidade, em atenção a nós que Ele diz isto?" (I Cor 9, 9-10).

Com a unanimidade das três grandes religiões, não é de estranhar que o oriental valorize a busca de amthal no mundo e busque orientar sua vida por provérbios, comparando e aprendendo a sabedoria pela observação da natureza.

Não é de estranhar também que, para a estreiteza do ocidental de hoje, encerrado em seu mundo tecnologicamente domesticado, obcecado pelo acessório, a observação da natureza tenha deixado de ser interessante e já não lhe diga mais nada: para ele, falam mais alto o culto à eficiência e ruídos eletrônicos dos diversos artefatos de que se cercou. E a sabedoria, também esquecida, encontra seu Ersatz também na técnica de especialistas: terapêutas e analistas.

Neste mundo, é impensável uma experiência, comum no Oriente, como a narrada por Feghali ([34]): as saborosíssimas reuniões familiares, ao pé do fogo, repassando, por horas a fio, centenas de provérbios. Um jogo em que cada participante enuncia um provérbio, cuja formulação deve se iniciar pela última letra do provérbio anterior...

Hoje, tristemente, a influência ocidental no Oriente não se limita à implantação do consumo de agasalhos esportivos ou tênis: a dominação cultural tem levado também a um profundo desenraizamento do povo. E causa apreensão o implacável registro de Freyha, em 1974, ao prefaciar os mais de quatro mil provérbios árabes que recolheu: "Antes que eles desapareçam, o que deve ocorrer na próxima geração..." ([35]).



[1]. O oposto do pensamento confundente oriental, de que tratamos no capítulo anterior.

[2]. De-finir - etimologicamente ligado a dare-finem, de-limitar, de-terminar - é tarefa bem adequada ao sistema logos (embora nem sempre seja realizável com a precisão que esse sistema pretende ter). Imprecisa e misteriosa é, também, a origem dos provérbios. Como observa Freyha: "The origin of proverbs is obscure. It is difficult to trace a proverb back to the first person who coined it, for a proverb, like a folk epic or a ballad, may be work of many" (op. cit. p. X). E conclui lembrando que, mesmo o clássico dos provérbios árabes, Al-Maydani (séc. V da Hégira), já considerava este problema extremamente difícil...

[3]. STEINBERG, Martha "Provérbios e tradução". TradTerm São Paulo, FFLCHUSP, n. 2, 1995, p. 59.

[4]. Procurando distingui-lo de adágios, ditados, anexins, refrões etc.

[5]. O primeiro significado está em mithl: "como", "tal como".

[6]. No criterioso dicionário de Hans Wehr - A Dictionary of Modern Writen Arabic,  Wiesbaden, Harrassowitz, 1961 - os significados do radical M-Th-L estendem-se, ocupando quase três páginas completas!

[7]. Especialmente neste tópico, cito pela BJE. Veja-se - a propósito das relações enre prudentia e amthal no Velho Testamento - o Apêndice 7.

[8]. Para as citações bíblicas em árabe, seguirei  Al-Kitab al-muqadas, Dar al-Kitab al-muqadas fy ash-sharq al-awsat, 1986.

[9]. Encontra-se uma seleção de sentenças "proverbiais" do Alcorão, traduzidas e apresentadas por Aida R. Hanania, em "Algazali - Máximas de sabedoria" in Oriente e Ocidente: Sentenças de Sabedoria...

[10]. São eles: 02, 113: Algo semelhante dizem aqueles que ignoram...; 02, 118 Seus corações são semelhantes...; 02, 228 Elas têm direitos semelhantes a suas obrigações...; 02, 233 Um dever semelhante obriga...; 02, 275 Por dizer que o comércio é como a usura...; 03, 073 Uma revelação como a que se deu a vós...; 04, 011 Que a porção do varão seja como a de duas mulheres...; 04, 176 Que a porção do varão seja como a de duas mulheres...; 05, 031  "Ai de mim que não sou capaz de fazer como esse corvo e cavar a terra..."; 05, 095 Oferecerá como compensação...; 06, 093 Como aquele que diz...; 06, 124 Até que se nos dê tanto como aos enviados de Allah...; 08, 031 Se quiséssemos, diríamos algo parecido...; 10, 102 Dias como os dos antepassados...; 11, 089 Os mesmos males...; 23, 081 Dizem o mesmo que disseram os antigos...; 28, 048 Por que não nos é dado o mesmo que a Moisés?...; 28, 079 Se nos fosse dado o mesmo que a Coré...; 35, 014 E ninguém te informará como o Bem-Informado...; 40, 030 Algo semelhante ao que ocorreu...; 40, 031 Como ocorreu ao povo de Noé...; 41, 013 Previno-vos contra um raio como o dos aditas...; 51, 023 É tão verdade como que falais...; 51, 059 Os ímpios terão sorte semelhante à que...; 60, 011 Dai-lhes outro tanto do que tenham gastado...

[11].   02, 137; 02, 194; 16, 126; 17, 088; 22, 060.

[12]. Sempre na frase "é mortal como vós/nós", respectivamente em: 14, 011; 18, 110; 21, 003; 33, 024; 33, 033; 33, 034; 41, 006 e 11, 027; 14, 010; 23, 047; 26, 154; 26, 186 e 36, 015.

[13]. "Como ele" e "como ela", respectivamente em: 02, 023; 03, 140; 06, 122; 07, 169; 10, 038; 11, 013; 13, 017; 20, 058; 36, 042; 46, 010; 52, 034 e 02, 106; 06, 160; 40, 040; 42, 040; 89, 008.

[14].   65, 012.

[15].   06, 038; 07, 194; 47, 038; 56, 061.

[16].   06, 160 e 47, 010.

[17].   47, 003 e 76, 028.

[18]. Mithlayha, mithlayhum, kamithlhu, kamthal, almuthla e limithli em 03, 165; 03, 013; 42, 011; 56, 023; 20, 063 e 37, 061

[19]. Em 17, 089  Neste Qur`an, expusemos aos homens todo tipo de exemplos (kulli mathalin). Mas a maioria dos homens quer ser infiel; 18, 054  Neste Qur`an, expusemos aos homens todo tipo de exemplos (kulli mathalin). Mas o homem é, de todos os seres, o mais discutidor e 30, 058  Neste Qur`an, expusemos aos homens todo tipo de exemplos (kulli mathalin). Mas...

[20]. Retomo e desenvolvo aqui considerações originalmente apresentadas em meu livro Oriente e Ocidente: Provérbios Árabes..., 52 e ss.

[21]. Só o conhecimento autoriza a elaborar amthal: "Não ponhais Allah como objeto de vossas comparações (al-amthal)! Allah sabe e vós não sabeis" (16, 074).

[22].  Por exemplo em 30, 028: "(Allah) propõe figuradamente (mathalan): E assim explicamos detalhadamente os sinais/versículos aos que raciocinam".

[23]. Por exemplo, em 74, 031, reitera-se: "Para que os infiéis digam: `Que é o que Allah pretende ao propor figuradamente (mathalan)?'"

[24]. Na verdade, não chega a ser fenômeno totalmente surpreendente na língua árabe que a mesma palavra tenha sentidos opostos: al-jawn pode significar branco ou preto; al-jalal, grande ou pequeno; al-bayn, ligação ou separação; ar-raja`, desejo ou medo (Devo esta nota ao Prof. Dr. Helmi M. I. Nasr).

[25]. Nos quatro próximos parágrafos, resumirei as análises do cap. I da 2a. ed. de Johannes Pinsk,  Schritte zur Mitte, Paulus Verlag. Recklinghausen, 1957) (trad. cast. Hacia el Centro, Madrid, Rialp, 1966).

[26]. Já no começo da Suma Teológica: I,1,9.

[27]. E em III,42,3, dirá que, mesmo para aqueles, a quem as parábolas permaneciam veladas - porque não eram dignos ou capazes de apreendê-las em seu sentido profundo -, "melhor lhes era receber esses ensinamentos velados, do que ficar totalmente privados deles".

[28]. Este tópico reproduz - com ligeiras alterações - o estudo que se encontra em LAUAND, L. J.  Provérbios Árabes..., pp. 54-56.

[29]. Para este tema, veja-se o tópico 3 ("Razão, Natureza e Medida") do Apêndice.

[30]. Para o tema dos ayat, sinais, veja-se o cap. 4 de HANANIA, Aida R. A Caligrafia como Expressão Cultural - A Arte de Hassan Massoudy, tese de Livre-Docência, FFLCH-USP, 1995,

[31]. Numa carta a uma comunidade ocidental (I Cor 1, 22), o apóstolo Paulo faz o sugestivo registro do fato de que os semitas pedem sinais (ayat) e os gregos pedem argumentação de sabedoria (sophia)...

[32]. Veja-se, a propósito, o estudo de Helmi Nasr: "A Contingência na Khutbah de Qus Ibn Sa'ida" in Oriente e Ocidente: Filosofia e Arte...

[33]. SARTRE, Jean-Paul "O Existencialismo é um Humanismo" in Os Pensadores vol. XLV (Sartre-Heidegger). São Paulo, Abril, 1973, p. 17.

[34]. FEGHALI, Michel Proverbes et Dictons..., p. XI.

[35]. FREYHA, Anis  A Dictionnary...

Back to Index
Previous
Next


Copyright©De Proverbio 2000
ISBN 1-875943-17-X





 
Articles | Books | Bibliographies | Bible Proverbs
Copyright © 1995-2006 De Proverbio. All rights reserved.
The banner illustration is a fragment of Pieter Bruegel's painting "The Netherlandish Proverbs", 1559